A mim não surpreendeu a decisão do TSE de refutar as sugestões feitas pelas Forças Armadas visando ao aprimoramento do processo eletrônico de votação. Admitamos: quando Luiz Barroso houve por bem criar o Conselho de Transparência do processo eleitoral, chamando, entre outros atores, as Forças Armadas, estava, em verdade, acenando com um "engana besta" após ir pessoalmente ao Congresso Nacional fazer lobby contra a PEC do voto impresso. Parlamentares pendurados no STF aceitaram o engodo. Por isso, mesmo tendo obtido maioria dos votos, a dita PEC não atingiu os 308 necessários para sua aprovação. Portanto, agora que Edson Fachin, substituto de Barroso no TSE, rechaçou as sugestões das Forças Armadas, eis que o engodo revelou-se por completo. Mas Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes, que será o presidente do TSE durante o pleito, não ficaram nisso. Ignorando o fato de que 30% do eleitorado desconfiam das urnas eletrônicas (recente pesquisa), insistem na conversa de que elas são seguras, invioláveis. Os três e demais pares avacalharam a credibilidade do STF e do TSE e, mesmo assim, sem peroba na cara, cobram do eleitor uma confiança que eles, por seu ativismo político e judicial, não são capazes de chancelar. Quem não tem antolhos já percebeu tudo.

.....

Então... O cinismo, que é primo-irmão de conduta quase sempre imoral, continua dando a tônica no tocante ao comportamento dos advogados-ministros do STF, que, de Lewandovisk (em 2016) a Moraes et caterva (hodiernamente), insistem em tomar a Constituição Federal como reles documento jurídico que eles passaram a usar na cara-dura para promover "justiça seletiva", coagindo uns e alimentando em outros (via de regra autoproclamados democratas e progressistas – o que soa antitético) a impunidade – essa praga que o brasileiro de bem gostaria que fosse fortemente combatida entre nós. Acho, e meu achismo basta a si mesmo, posto que nenhuma outra motivação levou-me a concluir nessa direção senão o que meus sentidos conseguiram captar dos eventos envolvendo essa corte. (em 03/05/22)

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(Meu banheiro na web)

Por Carlos Branco

Olhar Crítico

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Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

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José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

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Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM e revisor gramatical de textos – BAIXE AQUI O CARTÃO INTERATIVO DE EDSON.

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

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A Selva (em poesia)

Organizado por Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva

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