Carlos Branco

Advogado e escrevinhante

Não é uma corrida de 100 metros

Além de tudo que se tem falado sobre a pandemia, por veículos da mídia comprometidos consigo mesmos e seus interesses outros político-partidários, criou-se também a ideia de que a vacinação contra a Covid-19 seria espécie de corrida de cem metros. Logo, quem largasse na frente, na frente haveria de chegar no que tange à imunização.

Pois é.

Fizeram isso alguns países em todos os continentes. E a mídia tupiniquim aproveitou esse flanco aberto do governo federal para seguir sua balada de desgaste via pandemia, deixando exposta ela própria a sua face em boa medida adoentada na forma como vem tratando esse flagelo social.

Não tenho o menor interesse em discutir se o governo vem agindo corretamente ou não. Tampouco amiudar minha visão em relação à imprensa.

Sou,quero acreditar, suficientemente esclarecido para achar que já era tempo de a sociedade brasileira acabar com essa velha mania de apostar em salvadores da pátria, venham eles de onde vierem: a esquerda, da direito, do centro ou dos fundos da política, onde todos, indistintamente, têm um pé.

Admitamos.

O que me trouxe aqui, enquanto tomo café do lado de fora do meu barraco,  foi a vontade de demonstrar, com base em dados obtidos no site covid visualizer, que a vacinação não é corrida de cem metros, e alguns daqueles países que largaram na frente do Brasil já começam a ficar para trás.

Dezembro de 2020 ainda não tinha  acabado,quando a Argentina começou a vacinar contra a Covid-19. Até hoje (23/01/21) tinha vacinado 279.602 pessoas.

O México, igualmente castigado pela pandemia, foi o primeiro a iniciar dita vacinação na América Latina, ainda em dezembro de 2020. Pois bem. Até este sábado computava 614.808 vacinas aplicadas.

O Chile também começou no Natal do ano passado vacinar. E vacinou até agora pouco mais de 63 mil pessoas.

Pouco depois do Natal, antes ainda do Réveillon, Portugal "arrancou" com a vacinação. Até aqui tinha imunizado 219 mil pessoas. Aliás, na Europa, o país outrora imperial, vem sofrendo com a segunda onda pandêmica.

E o Brasil? Pois é, iniciou vacinação no último dia 19. E, de lá até este sábado, já o fez em 462.269 pessoas, com todas as miudezas de caráter de que tivemos notícia, inclusive sobre esse procedimento em Manaus.

Em verdade, olhando os números, apenas eles, pode-se dizer que o Brasil, embora tenha saído atrás de alguns países, começa a ficar mais perto de nações desenvolvidas como o Canadá (776.606 vacinados) e França (963.139).

Nesse ranking, segundo o site a que me referi, a liderança cabe ao EUA, que já vacinou mais de 19milhões de pessoas, aproximando-se do total de casos de Covid-19 lá registrado que é de pouco mais de 25 milhões.

Os EUA estão sendo seguidos de perto pela China, que informa até hoje 15 milhões de vacinados, para um total de 88 mil casos detectados no gigante asiático, lá onde dizem ter sido parido do Sars-Cov-2.

A Rússia, que não apenas fabricou o imunizante Sputinik-V, como também briga por espaçopor ele no mercado aberto pela pandemia, tinha vacinado até este sábado 1 milhão de pessoas.

Eu não sei a sua conclusão, porque ainda acho cedo concluir alguma coisa sobre os efeitos da imunização.

Olhando os dados como acima os alinhavei, fica a impressão de que a corrida pela imunização não requer pressa, tão só.

Antes, organização e constância de ritmo vez que se trata de um estirão semelhante a uma maratona.

É nisso que o Brasil deve focar.

É nisso que todos e cada um de nós deve ficar de olho, evitando que o egoísmo de uma gente pobre que ocupa boas posição da maquinaria pública se atravesse nesse percurso como pedra de tropeço contra os interesses maiores da coletividade.

Articulistas

Olhar Crítico

Flávio Lauria

Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

Poemúsicas

(Meu banheiro na web)

Por: Carlos Branco

Observador Participante

José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

Osíris Silva

Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM, revisor gramatical de redações, artigos, TCCs, dissertações e teses - edson.professor@live.com

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

(In)direitando

Carlos José (Branco) é advogado.

"As naturezas degenerantes são de suprema significação, por toda parte onde deve suceder-se um progresso. Todo progresso em grande escala tem de ser precedido de um enfraquecimento parcial. As naturezas mais fortes mantêm firme o tipo, as mais fracas ajudam a aperfeiçoá-lo (Friedrich Nietzsche)

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Cheguei cedo ao Fórum, para variar. Tinha uma audiência às 8h15 numa Vara do Juizado Especial Cível do Fórum de Aparecida, em Manaus. Patrocinava um cliente que pleiteava indenização por danos morais. Olhei em volta, e não o vi. Disse-me que chegaria um pouco antes do pregão. Só me restava esperá-lo. Foi o que fiz, sentado numa das precárias...

Vinculado ao escritório Paulo Figueiredo & Associados neste início de minha caminhada na advocacia, tenho ali buscado entender em termos práticos aquilo que a universidade, no plano teórico, forneceu-me. Minha atenção, portanto, está voltada para o que lá faço, vez que não estagiei durante o curso.

Na condição de advogado iniciante, tenho deparado com situações que chamam a minha atenção não apenas por seus componentes jurídicos e processuais, mas também por seus elementos prosaicos, por assim dizer, sobretudo em meio às demandas sob a égide da legislação consumerista.

A Selva (em poesia)

Organizador Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva. 

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