No livro "Filosofia do direito" (Forense, 20.ª ed., 2011), quando discorre sobre o jurista e a cultura jurídica, Paulo Nader faz uma série de considerações interessantes, algumas das quais reproduziremos a seguir. Diz ele:

"Em diferentes circunstâncias poderá o jurista discorrer sobre o fenômeno jurídico. Maior credibilidade terá a sua opinião na medida em que externar o seu pensamento livre de quaisquer compromissos políticos, jungido tão somente à sua íntima compreensão dos princípios e postulados".

"O que identifica a classe de juristas não é tanto o conhecimento de sistemas jurídicos, mas fundamentalmente a aptidão para conhecer o Direito. Caracteriza-se mais por essa capacidade de distinguir o lícito do ilícito e de assimilar os princípios e as teleologia das leis".

"Além de espírito lógico, a aptidão para conhecer o Direito requer uma formação cultural básica, capacidade de abstração e sentimento ético, visão sociológica e domínio da linguagem".

"Não é admissível um jurista ensimesmado, omisso, quando a sociedade indaga sobre questões jurídicas controvertidas, relacionadas com o seu campo de experiência".

"Dada a credibilidade de sua palavra e as expectativas em torno de suas manifestações, o jurista possui uma grande responsabilidade moral, cabendo-lhe colocar a sua cultura a serviço do aperfeiçoamento das instituições e da conscientização da sociedade em geral".


Fica difícil concordar com ele quando se verifica a forma como o STF, por boa parte de seus ministros, vem agindo.

Mas eu não ousaria atirar pedra em Nader, que é juiz aposentado. Quer-me parecer que seus postulados estão corretos.

Não se pode dizer o mesmo do Pretório Excelso.

A menos que o sujeito esteja ideologicamente alinhado com o jeito todo-poderoso adotado pelo Pretório Excelso na "luta pela defesa da democracia".

Eu cá estou alinhado com outra ideia, aquela mesma que emana do artigo 2.º da Constituição Federal  de 1988, a qual veicula o princípio da independência e da harmonia entre os poderes.

E quero crer que Nader também comunga dela.

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Olhar Crítico

Flávio Lauria

Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

Poemúsicas

(Meu banheiro na web)

Por: Carlos Branco

Observador Participante

José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

Osíris Silva

Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM, revisor gramatical de redações, artigos, TCCs, dissertações e teses - edson.professor@live.com

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

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A Selva (em poesia)

Organizador Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva

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