Moro e o folclore político de Juriti

A participação do ministro da Justiça e Segurança Pública no programa Roda Viva, da TV Cultura, foi, em boa medida, uma tentativa incessante dos entrevistadores de colocarem-no em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro, primeiramente, e, secundariamente, com as demais instituições da República. Todavia, mesmo não sendo político (no sentido comumente emprestado ao termo), nem por isso Moro ignora o fato de que é preciso uma boa dose de jogo de cintura para responder aos emparedamentos a que costuma ser levado nessas ocasiões. E ontem, mais uma vez, ele voltou a usar desse expediente, buscando, porém, fundamentar tecnicamente bem suas posições - aí pesa o seu passado de juiz - , de modo a evitar que sua fala seja interpretada de um jeito tal que não possa corresponder ao quer ele de fato disse. Isso ficou claro quando lhe perguntaram sobre o juiz de garantia, figura inserida pelos congressistas na chamada Lei Anticrime, já sancionada por Jair Bolsonaro. Moro não disse clara e simplesmente que é  contra essa figura, mas não fugiu à responsabilidade de apontar a forma irresponsável como os parlamentares conduzem certos assuntos. Nesse caso em particular, segundo ele, faltou discussão sobre a realidade do judiciário brasileiro, a qual fora atropelada pelo açodamento de votar uma matéria que não se encaixava entre as principais demandas da sociedade. Dito de outra forma, realçou um aspecto característica da cultura política brasileira: fazer, sobretudo numa perspectiva demagógica. Isso me fez lembrar do folclore político sobre um certo prefeito de Juriti, no Pará, quando mandou construir uma ponte e, ao saber que não havia rio para tanto, não perdeu o rebolado, mandando, agora, que se passasse o rio debaixo dela.    

Articulistas

Olhar Crítico

Flávio Lauria

Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

Poemúsicas

Carlos Branco

Inauguraremos este espaço dia 29/01/2020. Aguardem!  Estamos preparando o conteúdo. Serão poemas que eu mesmo fiz (não sou poeta), aos quais acrescentei uns acordes (não toco porra nenhuma). Não bastasse isso, ainda ousei cantar em todos eles (canto nada). Portanto, não esperem mais do que estamos propondo. 

Observador Participante

José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

Osíris Silva

Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM, revisor gramatical de redações, artigos, TCCs, dissertações e teses - edson.professor@live.com

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

(In)direitando

Carlos José (Branco) é advogado.

"As naturezas degenerantes são de suprema significação, por toda parte onde deve suceder-se um progresso. Todo progresso em grande escala tem de ser precedido de um enfraquecimento parcial. As naturezas mais fortes mantêm firme o tipo, as mais fracas ajudam a aperfeiçoá-lo (Friedrich Nietzsche)

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Cheguei cedo ao Fórum; para variar; Tinha uma audiência às 8h15 numa Vara do Juizado Especial Cível do Fórum de Aparecida, em Manaus. Patrocinava um cliente que pleiteava indenização por danos morais. Olhei em volta, e não o vi. Disse-me que chegaria um pouco antes do pregão. Só me restava esperá-lo. Foi o que fiz, sentado numa das precárias...

Vinculado ao escritório Paulo Figueiredo & Associados neste início de minha caminhada na advocacia, tenho ali buscado entender em termos práticos aquilo que a universidade, no plano teórico, forneceu-me. Minha atenção, portanto, está voltada para o que lá faço, vez que não estagiei durante o curso.

Na condição de advogado iniciante, tenho deparado com situações que chamam a minha atenção não apenas por seus componentes jurídicos e processuais, mas também por seus elementos prosaicos, por assim dizer, sobretudo em meio às demandas sob a égide da legislação consumerista.

A Selva (em poesia)

Organizador Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva. 

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