Mais de uma dezena de médicos amazonenses infectados

No Amazonas, os discursos oficiais escondem a realidade. Mas a verdade é que a pandemia  já mandou para a internação, em estado grave e/ou gravíssimo, mais de uma dezena de médicos. De ontem para hoje tivemos notícia de dois deles, os quais conhecemos posto serem do nosso círculo de amizades. O complicador dessa situação é que o vírus, por sua facilidade de contágio, vem retirando da linha de frente profissionais capacitados a lhe oferecer combate. Mina, dessa forma, ainda mais resistência de uma população que já se encontra bastante afetada por ele, e que, não obstante, visualiza no horizonte um quadro ainda pior, segundo as projeções feitas pelo Ministério da Saúde. O que significa que os novos contágios resultarão em mais mortes, infelizmente. Sobretudo em meio ao público alvo da Covid-19, os idosos e pessoas com alguma comorbidade. O caso, portanto, é complexo. O isolamento, por necessário que seja ao bom funcionamento dos hospitais, tem, em verdade, o condão de tirar temporariamente as pessoas do radar do coronavírus. Se puder evitá-lo, faça isso. Deixe que ele dê com os burros n´água.


O argumento fajuto da AMB (em 06/04/2020)

Num país de tradição cultural patrimonialista, cartorial e desavergonhado compadrio, não me surpreenderia se o STF viesse a julgar procedente a ADI da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), que pugna pela possibilidade (hoje negada por legislação) de que juízes aatuem em processos em que estejam envolvidos clientes de escritórios de advogados parentes seus. Vejam o argumento (fajuto) dessa ação: o juiz não tem como saber se uma das partes é cliente de advogado que se enquadre na regra atual de impedimento.  Brincadeira!

Antes, a AMB deveria se empenhar no combate ao provincianismo jurisdicional. Mas ela, por sua ADI, não fará isso porque ignora a existência disso, preferindo ignorar o óbvio ululante, qual seja, que vivemos numa aldeia global, que, tendo estreitado fronteiras, também possibilitou espécie de convívio de feição mais provinciana mesmo nos grandes centros jurisdicionais. Ou será que os magistrados aqui não conhecem direta ou por via indireta parentes seus que possam estar advogando?Paciência, mas a AMB está propondo uma alteração que no fim das contas levará ao reforço daquelas características brasileiras indesejáveis que acima pontuamos.

Não li nada sobre o que pensa a OAB nacional, mas suponho que, por seu atual presidente, ela esteja de acordo com a ADI da AMB.

Articulistas

Olhar Crítico

Flávio Lauria

Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

Poemúsicas

(Meu banheiro na web)

Por: Carlos Branco

Observador Participante

José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

Osíris Silva

Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM, revisor gramatical de redações, artigos, TCCs, dissertações e teses - edson.professor@live.com

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

(In)direitando

Carlos José (Branco) é advogado.

"As naturezas degenerantes são de suprema significação, por toda parte onde deve suceder-se um progresso. Todo progresso em grande escala tem de ser precedido de um enfraquecimento parcial. As naturezas mais fortes mantêm firme o tipo, as mais fracas ajudam a aperfeiçoá-lo (Friedrich Nietzsche)

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Cheguei cedo ao Fórum; para variar; Tinha uma audiência às 8h15 numa Vara do Juizado Especial Cível do Fórum de Aparecida, em Manaus. Patrocinava um cliente que pleiteava indenização por danos morais. Olhei em volta, e não o vi. Disse-me que chegaria um pouco antes do pregão. Só me restava esperá-lo. Foi o que fiz, sentado numa das precárias...

Vinculado ao escritório Paulo Figueiredo & Associados neste início de minha caminhada na advocacia, tenho ali buscado entender em termos práticos aquilo que a universidade, no plano teórico, forneceu-me. Minha atenção, portanto, está voltada para o que lá faço, vez que não estagiei durante o curso.

Na condição de advogado iniciante, tenho deparado com situações que chamam a minha atenção não apenas por seus componentes jurídicos e processuais, mas também por seus elementos prosaicos, por assim dizer, sobretudo em meio às demandas sob a égide da legislação consumerista.

A Selva (em poesia)

Organizador Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva. 

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