Enquanto isso...


Fabrício Queiroz foi ao STF pedir habeas corpus para Gilmar Mendes, que, outro dia, madrugada adentro, mandou soltar Alexandre Baldy, secretário do governador João Dória. Baldy foi preso no âmbito da Operação Dardanários acusado de receber propinas de uma entidade da área de saúde para favorecê-la em contratos com o Poder Público. Contra Queiroz, por sua vez, pesam acusações de gerenciamento financeiro de suposto esquema de rachadinha para Flávio Bolsonaro, quando este exercia o cargo de deputado estadual no Rio de Janeiro.

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Internamente, a OMS continua não se entendendo. Tem sido assim desde que veio a público pela primeira vez - e com atraso maledicente, dizem - falar sobre a estranha infecção causada pelo Sars-Cov-2, com origem em Wuhan, na província chinesa de Hubei. Na última semana, a entidade, por dois de seus próprios membros, disse e desdisse sobre as chances de uma vacina emparedar terapeuticamente a Covid-19. Resta a impressão de que a OMS também torce para o quanto o pior, melhor. Ao menos em relação ao Brasil.

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Por falar em Covid-19 no Brasil, o consórcio de veículos de imprensa - tão cioso quanto ao dever de informar sobre a pandemia, em detrimento das estripulias praticadas por alguns ministros no STF,por  exemplo - de fato alardeou no fim de semana o quanto pôde a marca, entre nós,  das 100 mil mortes decorrentes da pandemia. Em verdade, segundo o consórcio, da má gestão do Planalto no que tange ao combate do coronavírus. Isso procede, sabemos, apenas em parte.

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Que país é esse, minha gente, em que os governantes não saem do palanque, uma vez eleitos, e no afã de manterem-se aí topariam inclusive a reabilitação política de  ex-governantes condenados pela Justiça por malfeitos como nunca dantes se tinha visto por aqui? Queria muito que essa linha de abordagem do jornalista Ricardo Noblat estivesse totalmente equivocada. No entanto, quando olhamos com mais vagar o quadro que se vem desenhando...Nojento!

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"O maior desafio, posto no dia a dia do MPF, é a defesa dos princípios constitucionais que regem o Ministério Público, especialmente a independência funcional e o Procurador natural". A declaração é do subprocurador do MPF,  Mario Bonsagli, empossado hoje no cargo de Conselho Superior do MPF. Em outras palavras, é mais uma botinada na canela do PGR Augusto Aras, por sua manifesta vontade de macular e extinguir a Lava Jato.

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Saiba que se você estiver caminhando na ponte Rio Negro, ligação entre Manaus a Cacau-Pirêra, e quiser defecar nela, por exemplo, ou, quem sabe, rezar um mantra, ouvir um rock, aliviar a mente... antes de saltar para morte, ninguém, mas ninguém mesmo estará de olho em você. Havia quatro câmeras cobrindo toda a extensão da ponte - quase quatro mil metros. Duas delas foram arrancadas dos postes onde tinham sido firmadas. As que restaram estão inoperantes, apontando para baixo, como ocorre com aquelas que se vê em algumas viaturas da PM.

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A propósito, em vez de ficar usando os mortos pela Covid-19 para manter esticada a corda com o presidente Jair Bolsonaro, que o chamou lá atrás de "um bosta", justamente no contexto do combate à pandemia, o prefeito de Manaus Artur Neto talvez devesse fazer gestão política por maior segurança na ponte Rio Negro, onde os suicídios não param de ocorrer. Os mortos pela pandemia merecem respeito.


Articulistas

Olhar Crítico

Flávio Lauria

Professor Universitário, Administrador, Consultor de Empresas.

Poemúsicas

(Meu banheiro na web)

Por: Carlos Branco

Observador Participante

José Seráfico

Advogado, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Articulista dos jornais A CRÍTICA no Amazonas e O LIBERAL no Pará. Acessem o site: nagavea.com.br

Pensando Bem

Osíris Silva

Economista, consultor de empresas, produtor agrícola e ex-Secretário da Indústria, Comércio e Turismo, e da Fazenda, do Amazonas.

Língua a Conta-Gotas

Edson Augusto

Formado em Letras pela UFPA, servidor público na UFAM, revisor gramatical de redações, artigos, TCCs, dissertações e teses - edson.professor@live.com

Tempo-Espaço e Memória

Orlando Silva

Professor Titular da UFPA. Doutor em Ciências Sociais (Antropologia).                                                                                              

(In)direitando

Carlos José (Branco) é advogado.

"As naturezas degenerantes são de suprema significação, por toda parte onde deve suceder-se um progresso. Todo progresso em grande escala tem de ser precedido de um enfraquecimento parcial. As naturezas mais fortes mantêm firme o tipo, as mais fracas ajudam a aperfeiçoá-lo (Friedrich Nietzsche)

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Cheguei cedo ao Fórum, para variar. Tinha uma audiência às 8h15 numa Vara do Juizado Especial Cível do Fórum de Aparecida, em Manaus. Patrocinava um cliente que pleiteava indenização por danos morais. Olhei em volta, e não o vi. Disse-me que chegaria um pouco antes do pregão. Só me restava esperá-lo. Foi o que fiz, sentado numa das precárias...

Vinculado ao escritório Paulo Figueiredo & Associados neste início de minha caminhada na advocacia, tenho ali buscado entender em termos práticos aquilo que a universidade, no plano teórico, forneceu-me. Minha atenção, portanto, está voltada para o que lá faço, vez que não estagiei durante o curso.

Na condição de advogado iniciante, tenho deparado com situações que chamam a minha atenção não apenas por seus componentes jurídicos e processuais, mas também por seus elementos prosaicos, por assim dizer, sobretudo em meio às demandas sob a égide da legislação consumerista.

A Selva (em poesia)

Organizador Carlos Branco

Neste e-book, produzido a partir da prosa Ferreira de Castro no romance A Selva, publicado em 1930, o internauta que não teve o prazer de ler dita obra poderá conhecê-la por seu aspecto poético, visto que o editor desta página, quando da leitura desse livro, quedou-se embevecido não apenas pela narrativa do português, mas também pela plasticidade dela. Por isso, a ideia de compartilhar com os internautas trechos poéticos extraído de A Selva. 

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