Bioeconomia – Desafios de produzir, preservar e desenvolver

04/09/2021

APRESENTAÇÃO

No conceito adotado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), "floresta consiste em área medindo mais de 0,5ha, com árvores maiores que 5m de altura, e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar esses parâmetros in situ, não consideradas terras predominantemente sob uso agrícola ou urbano". 

De acordo com o documento "Florestas do Brasil em Resumo", 2019, editado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil dispõe de aproximadamente 500 milhões de hectares (59% do seu território) de florestas naturais e plantadas, respectivamente, 57,31% e 1,16% da área territorial do País. Precisamente a segunda maior área florestal do mundo, atrás apenas da Rússia, o equivalente a 12% das áreas florestais do planeta. 

Em complemento à informação, o Relatório de Avaliação Global dos Recursos Florestais (FRA 2020), produzido pela FAO, aponta que a área total de cobertura florestal do mundo é de 4,06 bilhões de hectares, o que corresponde a 31% da dimensão geográfica do Planeta. Essas imensidões florestais proporcionam abrigo para a fauna, a conservação dos recursos hídricos, os produtos florestais madeireiros e não madeireiros, a conservação da biodiversidade e do solo, a estabilidade do clima e uma gama de valores culturais. 

No Brasil, estatísticas da Embrapa Territorial dão conta de que as áreas protegidas e preservadas agregam-se às de vegetação nativa das terras devolutas e militares, e dos imóveis rurais ainda não cadastrados ou disponíveis no CAR – Cadastro Ambiental Rural, um total de 632 milhões de hectares. Por conseguinte, 66,3% do território nacional estão destinados e/ou ocupados com as várias formas de vegetação nativa, cuja natureza e estado variam bastante entre os diversos biomas em que o País se divide.

Por Osíris Messias Araújo da Silva